segunda-feira, 27 de maio de 2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

REFLEXÃO SOBRE A ARTE URBANA

A arte é efêmera nas ruas porque a própria cidade, com sua ordem que requer abandono, é efêmera. A paisagem urbana é efêmera pois na cidade não permanecemos, apenas passamos. E nessa passagem surge também uma arte da passagem. Uma arte que, quando vista, toca o observador esteticamente e a coloca imediatamente em seu malote mental. Toda permanência é morte. 

Ocupar o espaço abandonado é dar significado a esse espaço, outrora vazio de sentido – ou melhor dizendo, espaço onde o sentido não cabe, não têm relevância -, visto que abandonado. Quando notada, a arte urbana é acolhido pelo observador pelo que ele significa no contexto da intervenção. A cidade é previsível na sua forma, por isso também o abandono. O que é previsível, comum, banal, não vale ser apreciado. A arte urbana é o imprevisível no previsível, tornando-o agora imprevisível enquanto lugar de produção de sentidos.

COMO FAZER UM STICKER (ADESIVO)


FAÇA VOCÊ MESMO!

O sticker não é um adesivo comum, é um adesivo criativo usado para intervir no meio urbano. É uma forma de arte urbana acessível e barata. Arte para todos!

Material necessário:

- papel adesivo, papel contact;

- estilete ou tesoura;

- caneta para CD (média-grossa) ou canetão hidrográfico permanente ou tinta serigráfica para silkscreen ou spray para stencil.



Como fazer:

Crie seu desenho sobre o papel adesivo, recorte e cole onde quiser.
Pesquise modelos na internet ou nesse blog.


Obs: a forma de produzir a imagem é variada. O bom do sticker é seu potencial de intervenção rápido. Pode ser retirado mais facilmente, com pouco resíduo. Diferente do lambe-lambe, que deixa muito resíduo quando retirado ou desgastado, por conta do uso de cola, geralmente caseira e de alta aderência.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

INTERVENÇÃO URBANA NÃO CONVENCIONAL

A arte convencional do filtro dos sonhos foi usada em uma intervenção nada convencional. Um filtro dos sonhos de grandes dimensões (um metro e meio) foi pendurado em um grande poste inativo. Ele ainda pode ser visto por quem passa pela Pedra Branca em Palhoça/SC.



quinta-feira, 26 de julho de 2018

PIXO E REPRESSÃO

Em minha passagem por Curitiba notei que houve uma grande limpeza dos espaços pixados. Alguns poucos prédios resistem. Nos anos passados a pixação era muito grande. Hoje pude observar a prevalência do grafite sobre o pixo e outras formas de arte urbana (estencil, sticker, lambe-lambe). Creio ser por conta da aceitação que o grafite possui pelo colorismo e riqueza das formas. Na segunda imagem vale destacar a ousadia do pixador. Uma pixação vertical de grandes proporções em toda a fachado de um prédio com mais de dez andares!



PIXO COM CANETÃO

A arte urbana tem o mérito de ser acessível. Nesse caso, apenas um canetão. Esse não é um pixo qualquer, possui qualidade estética que merece destaque. 


ARTE URBANA COM LADRILHOS

A arte urbana vem se expandindo para outras linguagens como a cerâmica. Mesmo não sendo novidade, a proposta é muito interessante. É mais perene que o grafite, sticker, estencil e lambe-lambe. A aceitação também é muito boa. Os espaços podem ser pequenos, como um poste.  




Na fotografia abaixo, vemos uma obra de arte pública feita com ladrilhos. Porém, é importante diferenciá-la da arte urbana vista na imagem acima. A obra abaixo foi encomendada, exigiu muito tempo, trabalho e dinheiro, foi feita por um artista legitimado pelo sistema da arte, representante da elite artística conservadora, a obra foi escolhida e legitimada por uma instituição pública e , provavelmente, nunca será retirada deste local. Todas essas características são opostas à arte urbana. Contudo, isso não anula seu valor estético.